Começo perguntando a vocês que estão aqui: quando precisam de um médico, usam o recurso da referência? Alguém indica, certo? Ao procurar um restaurante, vocês entram sem saber de nada sobre ele? Quase tudo o que fazemos e buscamos é fruto de indicações, sejam elas quais forem.
Dito isso, faço outra pergunta: por que não fazemos o mesmo quando precisamos de um especialista do corpo humano (com ênfase no corpo motor)? Investimos valores absurdos em planos de saúde, iludidos pela ideia de que eles atendem como prevenção de doenças. No entanto, quando o assunto é a verdadeira prevenção, ignoramos a importância da atividade física para a saúde e a longevidade.
Assim, sem fugir das respostas, percebo, já que vivo no meio de academias e treinamentos, que poucas pessoas que contratam um ‘personal’ praticam exercícios funcionais. Na maior parte da programação e do planejamento de exercícios, vejo apenas a musculação. Não que isso seja ruim; pode ser uma opção. Mas será a melhor quando entendemos como o corpo se movimenta no dia a dia e como, com o tempo, ele perde sua “função”.
Os exercícios funcionais servem para isso: potencializar e prevenir a perda de versatilidade, evitar lesões e melhorar os movimentos cotidianos. Sabe aquele talher que cai no chão? Quando nos abaixamos para pegá-lo, sentimos que o retorno à postura ereta já acontece com dificuldade.
Enfim, usar o próprio peso do corpo não deixa de ser uma boa ideia. Conscientizar-se das possibilidades motoras é fundamental para manter o corpo “em alerta”. Manter a postura e a funcionalidade em nossas atividades diárias é essencial para um corpo harmônico e um envelhecimento com qualidade, e não apenas isso, que fique claro.
Portanto, antes de entrar em uma academia ou assessoria, faça o mesmo que quando procura um médico: informe-se.





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