Há exatos quarenta anos, o professor Siqueira, então docente da Prefeitura Municipal de Curitiba e da PUC-PR (no curso de Educação Física), organizou a primeira prova de triathlon do Paraná. Tudo era muito novo; não sabíamos exatamente como treinar, e a experiência vinha de relatos e exposições do exterior. Poucos conheciam a modalidade, mas, para surpresa de todos, naquele dia, um triathlon olímpico (1.500 m de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida) superou as expectativas em número de participantes. Muitos atletas de fora do Paraná marcaram presença, pois era comum viajar para competir, já que as provas eram escassas.
A largada ocorreu na ‘Praia dos Pescadores’, em Guaratuba, com destino à ‘Prainha’, em Caiobá. Talvez tenha sido a largada de natação mais exuberante do estado. Não houve atropelamentos, apenas braçadas e rendimento.
Da Prainha, pedalávamos em direção à Praia de Leste. Deixávamos a bicicleta exatos 10 km antes da chegada em Matinhos. A estrutura, embora simples, foi organizada e muito funcional, especialmente por se tratar da primeira edição.
Não havia bicicletas de marca — eram muito poucas e importadas —, nem macaquinos de natação, tampouco suplementos alimentares; se existiam, não os utilizei. Éramos raízes, aprendemos na prática. Foi uma grande festa e uma confraternização fora de temporada.
A partir do ano seguinte, o Sesc-PR assumiu a organização do triathlon, com a prova short (750 m de natação, 20 km de bike e 5 km de corrida). Somente mais tarde foram introduzidas as distâncias olímpica, olímpica profissional e, bem depois, a prova por revezamento. O Sesc assumiu o compromisso de, por quase 40 anos, manter a prova como uma das mais organizadas e procuradas do Brasil, sempre no início do ano.
Foram gerações de homens e mulheres de todas as idades que já tiveram o prazer de fazer uma prova de triathlon no Sesc\Pr, em Caiobá, uma experiência inesquecível. Continua sendo.





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