O título da postagem é o título do livro de Wendy Mitchell (best-seller, 2023), já comentado aqui em outra ocasião. Comento novamente esse assunto porque é um tema crescente e “assustador”, que vem aparecendo com mais frequência nos nossos dias. Mitchell espera que sua obra possa colaborar com informações importantes para alguém vivendo a demência, para quem apoia uma pessoa com a doença, para um profissional cujo trabalho está intrinsecamente ligado ao tema ou somente para um indivíduo curioso que acredita que a empatia e a inclusão são melhores para todos nós.
Wendy Mitchell recebe o diagnóstico de demência em julho de 2014, e até esse dia ela nada sabia sobre a doença. Ela, como todos nós, na época do diagnóstico, sabíamos quase nada sobre demência, com exceção dos fragmentos das matérias jornalísticas. Foi com esta necessidade de buscar mais conhecimentos para conviver melhor com a doença que Mitchell publicou este livro.
Quem tem o diagnóstico de demência e quem convive com pessoas com demência deveriam fazer como Wendy: conhecer o assunto. A autora fez isso. Hoje ela conhece profundamente o tema — além, obviamente, de conviver com a doença. Agora ajuda quem quer compreender um pouco mais sobre isso.
“De volta à minha pergunta: o que aprendi? Bem, em primeiro lugar, que eu tinha muito menos a temer do que acreditava. Que sim, a demência é um diagnóstico triste, mas como tudo na vida, tem início, meio e fim. Quem sabe em que ponto estou da jornada com essa doença? O que vejo agora, de minha posição, é somente um trecho de minha história completa com a demência. Será que é tão diferente assim da maneira como qualquer um de nós vive? Afinal, a única certeza que tenho é a mesma de todo mundo: somente sobre o dia de hoje.”
Palavras sábias da autora: viver o dia, independentemente do seu projeto de vida. Assim, aos interessados sobre demência (que não são poucos ou muitos?) , a leitura do livro pode trazer o conhecimento prático e necessário de uma doença que atinge milhões de brasileiros.





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