O Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou autismo, é classificado pelo DSM-5-TR em três níveis de suporte, que estão associados ao diagnóstico. Este, por sua vez, orienta intervenções e terapias. No caso do autismo, em geral, o diagnóstico é centrado em déficits na comunicação e na interação social.
Essa classificação compreende desde os menos “comprometidos” (suporte 1) até os autistas que precisam de acompanhamento permanente. Estes últimos apresentam grandes dificuldades de comunicação e um comprometimento intelectual também significativo (suporte 3).
Dito isso, muitas pessoas “invisibilizadas” por anos encontraram, no diagnóstico do autismo de suporte 1, a compreensão do isolamento social e da fobia de público. Essa é uma das razões do crescimento gigantesco no número de diagnósticos de autismo. Como não é objetivo discutir essas razões, fiquemos apenas no que isso proporcionou.
Para muitas pessoas com o diagnóstico tardio de suporte 1, foi um alívio compreender os motivos do sofrimento; para outras, o desespero foi a resposta mais aceita.
Nesses números não aparecem pessoas que apresentam características do autismo, mas não fizeram questão de procurar um especialista. Preferem conviver com os traços de isolamento, mesmo mantendo uma vida profissional e familiar perfeitamente estável. É um contingente enorme de pessoas com fobia social, com ou sem autismo, independentemente.
Compreender e respeitar esses comportamentos para quem convive com essas pessoas, é o mínimo que se espera.





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