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A proliferação de superbactérias representa um perigo para a humanidade

Provavelmente, você já ouvir falar que a Covid-19 é causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, certo? Mas, sabia que, apesar da doença ser causada por um vírus, mais de 70% dos pacientes internados com Covid-19 foram tratados com antibióticos, ou seja, com remédios usados no tratamento de doenças causadas por bactérias?

Esse dado vem da análise de mais de 150 estudos, que também mostraram que apenas 8% desses pacientes apresentavam, de fato, uma infecção bacteriana, além da Covid-19. O resultado chama atenção para um provável uso desnecessário de antibióticos. A consequência disso vem sendo observada na prática: o aumento de infecções causadas por superbactérias.

O que são superbactérias?

Antes de pensarmos nas superbactérias, vamos dar uma espiada em uma bactéria comum. Uma bactéria é um ser vivo formado por apenas uma célula. Como todos os seres vivos, as bactérias possuem material genético (DNA). Porém, ao contrário da maioria dos seres vivos, o DNA das bactérias não está dentro de um núcleo.

A ilustração a seguir representa uma bactéria cortada para que possamos ver seu interior. Algumas estruturas não estão presentes em todas as bactérias.

Ilustração de bactéria seccionada.

Fig 2. Desenho de uma bactéria. Observe o DNA ao centro em laranja. Cores-fantasia. Crédito: mariaflaya/iStock, adaptado por Invivo.

Bactérias comuns, em geral, são sensíveis a vários antibióticos. Estes medicamentos são capazes de matar as células bacterianas, por isso são usados contra pneumonias e outras doenças causadas por bactérias.

As chamadas superbactérias são bactérias resistentes a vários antibióticos. A bactéria pode se tornar resistente por causa de uma mutação, ou seja, uma alteração em seu DNA.

Como as superbactérias surgem?

Os antibióticos não causam as mutações que tornam os microrganismos resistentes. Em geral, essas mutações acontecem espontaneamente e ao acaso.

No nosso corpo, existem bilhões de bactérias e algumas poucas podem ser resistentes a um ou outro antibiótico. Porém, o uso excessivo e inadequado desses medicamentos elimina as bactérias sensíveis a eles e favorece a permanência das resistentes. Assim, as bactérias resistentes sobrevivem ao tratamento (especialmente se este for interrompido antes do fim) e se multiplicam.

Bactérias resistentes também podem transmitir a resistência para outras bactérias por meio da transferência de parte de seu material genético

Vale lembrar que usar corretamente um antibiótico significa recorrer a ele apenas quando receitado por um profissional de saúde, seguindo suas orientações quanto à dose, horário e duração do tratamento. Então, sabe aquela sobra de remédio de um parente, amigo ou vizinho? Nada de sair utilizando sem orientação de um profissional de saúde!

O uso indiscriminado de antibióticos pela população e também em hospitais representa uma ameaça à saúde pública. Outra fonte de preocupação é a agropecuária. Nesse cenário, ainda se recorre frequentemente aos antimicrobianos, por exemplo, para prevenir doenças e também estimular o crescimento de animais. Isso ocorre apesar das recomendações internacionais e nacionais sobre o uso racional de medicamentos, ou seja, apenas em situações em que há indicação clínica e seguindo dose e período de tratamento apropriados a cada caso.

Por que a resistência a antibióticos é perigosa?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, atualmente, as superbactérias são responsáveis pela morte de cerca de 700 mil pessoas a cada ano. Parece ruim? De fato, é e pode ficar ainda pior. Isso porque um relatório britânico de 2016 apontou que, se as coisas permanecessem como estavam (e tudo indica que ainda estão!), as infecções resistentes a antimicrobianos poderiam causar a morte de 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050.

Os dados atuais não são animadores, inclusive no Brasil. Um levantamento do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) identificou que a detecção de bactérias resistentes a antibióticos triplicou na pandemia. A unidade, que analisa microrganismos isolados de pacientes atendidos em serviços de saúde de vários estados brasileiros, observou que, enquanto em 2019 foram verificadas bactérias resistentes a antibióticos em pouco mais de mil amostras, entre janeiro e outubro de 2021, esse número ultrapassou 3,7 mil.

O aumento da detecção de superbactérias é um alerta de que, no futuro, podemos ficar sem antibióticos eficazes para tratar milhões de pessoas.

Ref. Fiocruz

mar 30, 2026Carlos Mosquera
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Carlos Mosquera
30 de março de 2026 Saúde
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