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Mitos da corrida 2

Alguns comentários sobre a última postagem e sobre o livro “Este livro não é só sobre corrida”

A vontade de comentar tem um motivo: corro há pelo menos 50 anos. No início por lazer, depois para manter a forma, na sequência para “pipocar” em algumas provas de corrida e, nos últimos 30 anos, participando de provas de longa distância. Depois de todo esse tempo, só neste último mês sofri uma lesão no joelho. Pessoalmente, depois de maltratar “meu eterno companheiro”, tive sorte.

Há 50 anos, calçava-se qualquer tênis e corria-se sem qualquer “personal trainer”, muito menos planilhas. O prazer estava em correr e pronto. Não faço, com esse comentário, nenhuma saudação aos saudosos corredores, mas sim uma confirmação e um debate sobre alguns comentários dos mitos da corrida que a fisioterapeuta Raquel Castanharo aborda.

Talvez o “mito da corrida” (tudo o que se escreve sobre ela) seja consequência do livro “Nascido para correr”, que trouxe essa emergência em analisar e prescrever treinos com outro paradigma: o do simples prazer em correr. Lógico que fomos criados para usar qualquer calçado em nossos deslocamentos, e o tênis para nossas práticas esportivas. Não dá mais para pensar em correr descalços. Se existe o melhor tênis para correr, eu não sei, mas sei que há diferenças: os mais sociais, os mais festivos, os elegantes e tantos outros modelos. Os de corrida estão nesse meio. Então, não dá para correr com aquele tênis que se usa para jogar tênis. O mesmo serve para a pisada: os mais velhos aprenderam a correr avançando o calcanhar primeiramente, depois da fase do voo. Foi só alguns maratonistas ganharem algumas provas usando o antepé que tudo virou “modismo”.

Tudo o que se faz para aquecimento antes e depois de qualquer treino se diz que “é alongamento”, e não é; serve apenas como preparação para o treino ou competição. Alongamento é diferente, é preciso tempo e técnica para “melhorar” o alongamento muscular, diferente do que a gente vê nas praças e parques. Quanto ao gelo, sim, não há evidências científicas que possam prevenir lesões, mas como efeito placebo, ajuda muito. Como provoca também uma vasoconstrição, isso facilita o descanso muscular, pode ser uma possibilidade, mais nada.

Voltamos ao “mito”: correr é um ato humano. Então, com ou sem mito, corra sempre por prazer. Isso, por si só, já é preventivo de dores e lesões musculares.

fev 24, 2026Carlos Mosquera
Em livro, fisioterapeuta implode mitos da corridaDoenças raras

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Carlos Mosquera
24 de fevereiro de 2026 Esportes, Saúde
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