Grimag

  • HOME
  • Sobre
  • Informações
  • Saúde
  • Livros / Poemas
  • Esportes
  • Notícias
  • Contato

Silêncio

Silêncio. Como essa palavra pode doer. Ficar quieto por alguns minutos já é difícil para muitos; por um dia inteiro, soa quase impossível para nossa espécie barulhenta. Erling Kagge, autor do Livro Silêncio  que divulguei em postagem anterior —, é um defensor radical dessa prática. E leva ao pé da letra.

Ele prega viagens em meio à natureza, deixar os aparelhos eletrônicos em casa, seguir por rumos onde tudo ao redor é deserto. Rituais que deveriam ser mais comuns, pelo menos entre aqueles que têm tal possibilidade. Como o próprio Kagge pondera: “O importante, claro, não é o que eu acredito. Mas que todos sigam pelo seu próprio caminho.” Basta isso.

O silêncio, no entanto, assusta. Precisamos estampar o mundo com sons para nos refugiarmos na mesmice confortável da vida: o ronco dos carros, o murmúrio das vozes, as músicas de fundo, os gritos, a raiva, o ruído contínuo da existência. Temos medo do silêncio porque ele pode nos denunciar, expor vozes internas que abafamos com tanto barulho. “Talvez o silêncio traga consigo o deslumbramento, mas também porque traz uma certa majestade em si, como um mar ou uma infinita planície nevada.” Quem não se entrega a essa majestade, teme. Medo do que está escondido, da solidão, dos ecos desconhecidos que surgem quando calamos o mundo exterior.

Silêncio é silêncio, não confundir com o existencialismo de J. P. Sartre “a existência precede a essência”. Entretanto, Sartre também nos provocava ao silêncio “abraçar a nossa liberdade é tão importante quanto acolher o nada”.

Se Kagge prefere a natureza, cada um pode encontrar seu próprio espaço para “conversar” com o silêncio. É uma aprendizagem diária, um jeito novo e antigo de viver. Experimente: escute seu silêncio. E verás quem és.

fev 4, 2026Carlos Mosquera
Homens perfeitos são artigo raroBebês expostos à pobreza apresentam atrasos no desenvolvimento motor já aos seis meses

Deixe um comentário Cancelar resposta

Carlos Mosquera
4 de fevereiro de 2026 Livros, Saúde
Posts recentes
  • Por que o cérebro de algumas pessoas não envelhece? 4 de março de 2026
  • A Nossa Guerra, o Nosso Espetáculo 2 de março de 2026
  • Poeminha de domingo 1 de março de 2026

Categorias

DEVANEIOS E ILUSÕES

Lembranças que podem nos ajudar a pensar em uma Escola mais plural e inclusiva.

Em Destaque
Tipologia de estigma
Bolero de Ravel
Nem sempre é o que imaginamos
Arquivos
Cadastre seu E-mail

Inscreva-se para receber as últimas novidades e publicações da página.

2019 © Carlos Mosquera