Grimag

  • HOME
  • Sobre
  • Informações
  • Saúde
  • Livros / Poemas
  • Esportes
  • Notícias
  • Contato

Castração umbilical

Leio Françoise Dolto para me aprofundar na disciplina de psicomotricidade, nisso a psicanálise pode tentar explicar o inconsciente, essencial quando o tema é corpo/espaço/tempo.

Dolto aborda o nascimento como a primeira castração, no sentido que atribuímos ao termo. Chegar ao mundo enquanto ser humano é emocionalmente complexo. Ser aceito ou não tal como é, frustrante ou gratificante para o narcisismo de cada um de seus pais, configura-se um papel no mínimo simbolígeno para o recém-nascido.

O que separa o corpo da criança do corpo de sua mãe, e que o faz viável, é a secção do cordão umbilical e sua ligadura. Não tomamos conta, nem mesmo os pais que, o feto já era constituído pelos seus próprios ritmos, calor, sonoridade, percepções fetais e, num rápido acontecimento, há uma variação brusca destas percepções, em particular a perda, para as pulsões passivas auditivas, da dupla batida do coração que a criança ouvia no útero.

A cicatriz umbilical e a perda da placenta podem, ser consideradas como uma pré-figuração de todas as provas que chamam de castração umbilical. Apenas a primeira, passamos e passaremos por outras tantas.

Enquanto não chega à última, só nos resta viver sem sofrimento das perdas.

dez 12, 2022Carlos Mosquera
Poeminha de domingoDia nacional do cego

Deixe um comentário Cancelar resposta

Carlos Mosquera
12 de dezembro de 2022 Saúde
Posts recentes
  • Chego aos 50 anos e todos me perguntam o segredo da minha longevidade 2 de junho de 2026
  • Existe mesmo um lagarto dentro de seu cérebro? 1 de junho de 2026
  • Encontro 1 de junho de 2026

Categorias

DEVANEIOS E ILUSÕES

Lembranças que podem nos ajudar a pensar em uma Escola mais plural e inclusiva.

Em Destaque
Convite – Museu em Curitiba/Pr- INCLUSÃO
Como o exercício físico fortalece o seu cérebro
A cama de Procrusto
Arquivos
Cadastre seu E-mail

Inscreva-se para receber as últimas novidades e publicações da página.

2019 © Carlos Mosquera