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Pessoas entre 40 e 50 anos são as menos felizes, diz estudo. Economista mostrou que existe uma curva da felicidade no formato da letra U

A felicidade é maior no início da vida, diminui ao longo dos anos, chegando ao seu ponto mais baixo em média aos 47 anos, e, depois disso, co­meça a subir.

Eu também encontrei uma curva da feli­cidade entre as mulheres que venho pesquisando há mais de trinta anos.

As que têm entre 40 e 50 anos são as que estão mais infelizes, insatisfeitas, frustradas, deprimidas e exaustas. Elas reclamam de falta de tem­po para cuidar de si, falta de reconhecimento e falta de liberdade. Algumas dizem que falta tudo.

As brasileiras estão entre as maiores consumidoras de medicamentos para dormir, ansiolíticos e antidepressivos, e também de cirurgia plás­tica, botox e preenchimentos, tintura para cabelo etc. São as mais insatisfeitas com o corpo, e as que mais deixam de sair de casa, ir a festas, e até mesmo de trabalhar quando se sentem ve­lhas, gordas e feias.

Mas eu tenho uma boa notícia: tudo começa a melhorar após os 50 anos e a curva da felicidade começa a subir.

As mulheres com mais de 60 anos afirmaram categoricamente: “Este é o melhor momento de toda a minha vida: nunca fui tão livre e tão feliz. É a primeira vez que eu posso ser eu mesma”.

Elas se tornam donas do próprio tempo e protagonistas da invenção de uma bela velhice: aprendem a dizer não, não se preocupam tanto com a opinião dos outros, passam a rir mais de si mesmas e priorizar a realização de projetos de vida coerentes com seus valores, vontades e verdades.

Em tempos de tanto ódio, violência e medo, você acha libertador saber que a sua curva da felicidade também pode subir?

Mirian Goldenberg
Antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio, é autora de “A Bela Velhice”.

mar 3, 2020Carlos Mosquera
MétodoSíndrome de Down

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Carlos Mosquera
3 de março de 2020 Saúde
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