Esta data foi instituída pela ONU em 1990 (01/10), há bastante tempo. No Brasil, foi reconhecida em 2006. Os tempos mudaram, e os idosos de hoje são diferentes dos anos 1990. Mas abrir a discussão sobre a pessoa idosa e o envelhecimento pode ser o começo de novas Políticas Públicas. Começamos de outro jeito.
É fácil encontrar em qualquer ‘rede social’ ou mesmo em qualquer churrasco de família – em Curitiba é frango com maionese – alguém opinando sobre o que os mais velhos precisam fazer para envelhecer com “qualidade”. Comecemos pelo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece como diretriz: idosos devem realizar de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada a vigorosa por semana, além de, ao menos, dois dias de exercícios de força e equilíbrio. Essas informações supõem que os idosos não trabalham, têm condições financeiras para pagar academias ou personal trainer, além de supervisão médica e alimentação apropriada. Certo?
Abrimos a discussão: qual a porcentagem de idosos no Brasil que pode dispor dessas condições? Estima-se que 33% dos idosos no Brasil são inativos; outros tantos movimentam-se somente para ir ao médico e visitar os netos (acreditem em mim). Qual a porcentagem de idosos que pode seguir as diretrizes da OMS? A aposentadoria média no Brasil é de dois salários mínimos.
Se, por um lado, os idosos de hoje envelhecem mais tarde, por outro, precisam continuar trabalhando. Se o que vemos na TV e nos grandes eventos esportivos das grandes cidades é um número crescente de idosos se exercitando, essa é a ínfima parte de privilegiados, não é a realidade brasileira. A maioria desses trabalhadores idosos chega aos 60 anos sem condições de desfrutar a aposentadoria. É uma realidade, infelizmente.
Voltamos ao início da postagem: os idosos de hoje não são tão diferentes dos do século passado. Continuam com dificuldades para desfrutar a melhor fase da vida.
Comemorar o quê? Estamos vivos





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