Acho até que já comentei sobre este livro tempos atrás neste espaço, mas não custa completar a informação. Haruki Murakami, em 1982, vendeu o bar de jazz que tinha em Tóquio para se dedicar à escrita. Resolveu começar a correr para entrar em forma. O resto é história: fez sucesso com os livros e com a corrida.
Lembrei do livro porque tenho conversado muito comigo mesmo durante meus “trotes”. Como no livro de Murakami, minhas conversas passam pela filosofia, família, amores, trabalho e corrida — logicamente. Havia dúvidas; hoje tenho certeza: corro apenas como terapia. Após alguns quilômetros — algo como 4 km — sofrendo, brigando e rindo de mim mesmo, retomo a concentração na corrida. O mesmo acontece na piscina, guardadas as devidas proporções, certamente.
É depois do tal aquecimento, depois da terapia em movimento, que a corrida vai tomando conta do corpo, do prazer de estar se movimentando, da alegria de estar vivo e consciente de que a prática precisa ser constante, apesar dos impedimentos da vida.
Outra certeza: não preciso de fone de ouvido, planilhas, personal trainer, roupas da moda, percursos paradisíacos, plateia nem medalha. Preciso apenas me movimentar, como disse Haruki no livro.
As pequenas coisas é que dão prazer.





Deixe um comentário