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O que eu falo quando falo de corrida

Acho até que já comentei sobre este livro tempos atrás neste espaço, mas não custa completar a informação. Haruki Murakami, em 1982, vendeu o bar de jazz que tinha em Tóquio para se dedicar à escrita. Resolveu começar a correr para entrar em forma. O resto é história: fez sucesso com os livros e com a corrida.

Lembrei do livro porque tenho conversado muito comigo mesmo durante meus “trotes”. Como no livro de Murakami, minhas conversas passam pela filosofia, família, amores, trabalho e corrida — logicamente. Havia dúvidas; hoje tenho certeza: corro apenas como terapia. Após alguns quilômetros — algo como 4 km — sofrendo, brigando e rindo de mim mesmo, retomo a concentração na corrida. O mesmo acontece na piscina, guardadas as devidas proporções, certamente.

É depois do tal aquecimento, depois da terapia em movimento, que a corrida vai tomando conta do corpo, do prazer de estar se movimentando, da alegria de estar vivo e consciente de que a prática precisa ser constante, apesar dos impedimentos da vida.

Outra certeza: não preciso de fone de ouvido, planilhas, personal trainer, roupas da moda, percursos paradisíacos, plateia nem medalha. Preciso apenas me movimentar, como disse Haruki no livro.

As pequenas coisas é que dão prazer.

ago 17, 2026Carlos Mosquera
Poeminha de domingo

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Carlos Mosquera
17 de agosto de 2026 Saúde
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