A Maratona Internacional do Paraná – ou, para os paranaenses, Corrida da Ponte – tem dessas coisas: por mais que o nome “Vitória” já tenha sido oficialmente escolhido, o que fica é o que o povo decidiu. Nomes raramente mudam por decreto. Fica a alcunha. Ponte. Pronto.
Então, voltemos à Corrida da Ponte. Ela acontece no próximo fim de semana, dias 2 e 3 de maio. No sábado, ocorrem os 5 km e os 21 km; no domingo, os 10 km e os 42 km.
Sem querer politizar a inauguração da ponte, confesso: ficarei profundamente feliz se o projeto se estender também à periferia das duas cidades, Matinhos e Guaratuba. Até agora, só ouvi comentários sobre os benefícios econômicos para o comércio das duas cidades e de todo o litoral. Os ganhos financeiros com novas construções, o turismo do varejo… Que bom. Mas e os benefícios para a saúde?
Se a ponte facilita o transporte de carros, como todos dizem, imagino uma trans ciclovia. Ela poderia levar o ciclista não só às praias mais próximas, mas a todo o litoral. Imagino um percurso seguro e viável: saindo de Matinhos e chegando a Pontal do Sul, beira-mar; ou saindo de Guaratuba e indo até Vila da Glória, passando por Itapoá, toda iluminada. Percursos repletos de lojas de bicicletas, pousadas, restaurantes e muitas paradas para apreciar as belezas da costa.
Sei que um caminhão carregado de mercadorias pode trazer mais dinheiro para um município do que um ciclista numa ciclovia. Mas quando essa ciclovia é usada por milhares de ciclistas, o ganho é de todos. E as cidades se tornam mais humanas.
Para completar: ciclovias não são a mesma coisa que vias compartilhadas. Confundir as duas coisas é um problema conceitual e incompetência administrativa. Calçadas precisam coexistir com ciclovias, não competir com elas.
Boa corrida para quem for participar e bom passeio para quem for assistir





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