Para saber um pouco mais sobre os meus sonhos, iniciei a leitura de O Comitê do Sono: como artistas, cientistas e atletas usam os sonhos para a solução criativa de problemas – e como você também pode fazer isso. Sempre fico triste com meus sonhos. Acho que sofro de prosopagnosia onírica: não lembro de nenhuma fisionomia. Meus sonhos são cinzentos. Quase nunca lembro deles; quando lembro, estou sendo perseguido ou caindo. Triste! Para entender tudo isso, busco a leitura de especialistas.
Sei que os sonhos são semelhantes ao pensamento abstrato e usam as experiências exteriores para formular algo projetado. Por isso, os sonhos são dopaminérgicos. Freud chamou essa atividade mental de “processo primário”. Portanto, os sonhos são desorganizados e ilógicos. Sim, é bem assim que entendo os poucos sonhos que lembro: desorganizados. Schopenhauer referiu-se “aos sonhos como uma loucura breve e à loucura como um sonho prolongado”.
No livro O Comitê do Sono, aprendo que os lobos frontais durante o sono são desligados, ao mesmo tempo que há um aumento nas atividades do córtex visual secundário. “Essa área do cérebro não recebe sinais diretamente dos olhos, que não captam informações durante os sonhos.” No entanto, é responsável pelo processamento de estímulos visuais e ajuda o cérebro a entender o que os olhos veem.
Mesmo assim, ainda não cheguei à página que explica os motivos da escuridão dos meus sonhos. Sigo folheando, à espera de que algum cientista ilumine, com sua teoria, essa penumbra que habita minhas noites.





Deixe um comentário