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Eu vejo o futuro repetir o passado / Eu vejo um museu de grandes novidades (Cazuza em O Tempo não Para)

Lendo uma matéria no Blog do Zé Beto, de Lea Oksenberg, intitulada “A loucura que movia o mundo“, lembrei imediatamente de uma prova esportiva que acompanhei no último final de semana. Não tenho estatísticas ou critérios científicos para analisar o que vi, apenas a sensação de tê-lo vivido. No texto, Lea observa: “Onde antes se erguia o ‘grande homem’, hoje vemos o gestor (…)”. Essa frase ficou ecoando em mim, pois vi nessa competição um reflexo perfeito dessa transformação.

Se antigamente os esportistas eram moldados pela “raiz” – pelo esforço bruto e pela intuição –, hoje o são por planilhas, suplementos e recursos tecnológicos, incluindo o vestuário de última geração. E o mais importante: a validação não vem mais da busca pela “imortalidade no mármore”, como faziam os antigos, mas sim da aprovação instantânea nas “telas de cristal”. É um fenômeno geral, que atinge não apenas um grupo, mas toda uma geração de atletas.

As competições esportivas, parece-me, abandonaram a era das grandes conquistas que eram forjadas em anúncios de jornal e celebrações nas escolas e famílias para habitar a era dos feeds infinitos. Atletas de gerações passadas “perseguiam ideias para além da própria existência. Mas o magnetismo dessas utopias cobrava um preço alto”. Era o preço de se lançar em uma jornada cujo final era totalmente desconhecido. Eram montanhistas sem “maps”, corridas de aventura sem qualquer estrutura de apoio, emergências sem assessoria, maratonas sem treinamento científico, pódios sem dinheiro. Tudo era uma incógnita, uma aventura no sentido mais puro da palavra, um crepúsculo abençoado, onde o resultado era tão misterioso quanto o caminho. Hoje, muitos atletas parecem cuidar mais da performance da bike tecnológica do que de preencher o próprio vazio emocional.

Lea Oksenberg sintetiza essa percepção de forma brilhante ao afirmar que “essa mudança se espelha na própria multidão. O povo abandonou a fé mística e o sacrifício coletivo em troca de um consumo descrente e de uma raiva digital fragmentada”. O esporte, como parte viva da multidão, também carrega essas marcas.

Mesmo assim, apesar do seu “tempo”, o esporte continua sendo esporte. Independentemente da geração que o pratica, com suas idiossincrasias, ele ainda move corações, movimenta o comércio, promove qualidade de vida e, principalmente, nos faz sair de casa para ver tanta gente feliz. Que possamos, como espectadores ou atletas, seguir esse propósito!

mar 11, 2026Carlos Mosquera
Em algum lugar

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Carlos Mosquera
11 de março de 2026 Esportes
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