Não tem jeito: quem foi para a folia por mais de dois dias seguidos sabe que vai ter que pagar um residual. Quanto mais festa, mais cara fica a conta. Fácil de entender.
Produzimos radicais livres a vida inteira, como resultado do metabolismo do que consumimos e de como nos mexemos. Eles ajudam, a reforçar nossas defesas contra infecções. Também colaboram para o condicionamento físico, a comunicação entre as células e a regulação da própria produção de radicais.
O problema é quando fugimos da rotina. Alimentação desregrada, excesso ou falta de atividades físicas, noites mal dormidas, tudo isso altera a quantidade e o funcionamento dos radicais livres. É o que chamamos de estresse oxidativo.
“Pisar na jaca” de vez em quando, especialmente no Carnaval, tem seu valor. Mas manter o estresse oxidativo em alta constante faz o corpo pedir socorro. As consequências? Danos às proteínas e, principalmente, ao DNA. Ou seja: as células entram em parafuso.
Acordar depois da folia com Neosaldina e Engov não é exatamente um plano de recuperação. O que o corpo pede, na verdade, são antioxidantes. Os melhores são os endógenos — aqueles que a própria gente produz. Mas para isso é preciso dar uma forcinha: voltar à alimentação de verdade, hidratar-se (e não é com cerveja) e abusar de verduras e frutas.
Ninguém morre por causa dos exageros do Carnaval. O problema é repetir a dose por muitos anos. Aí, os radicais livres desandam de vez. E, para voltar ao normal, o preço é bem mais salgado.
Quarta-feira de Cinzas é isso: o dia em que começamos a semana e o resto do ano como cinzas. Mas, cá entre nós, que venham com gosto de ressaca e vontade de voltar a sambar.





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