A dopamina é um poderoso neurotransmissor, tanto que os cientistas a batizaram de “molécula do prazer”. Apenas cerca de 0,0005% das células cerebrais produzem dopamina — aproximadamente uma em cada dois milhões. Para facilitar a compreensão: o circuito percorrido por essas células no cérebro é chamado de sistema de recompensa. Precisamos de recompensa, como o cão de Pavlov, e, portanto, precisamos de dopamina.
Isso ajuda a responder à pergunta do título da postagem. Algumas pessoas precisam de muita dopamina, e exemplos não faltam. São aquelas que buscam prazer intenso no dia a dia, os “exagerados”: praticantes de paraquedismo, amantes de aventuras, indivíduos muito criativos e que estão sempre em busca de novidades. Outras, menos dopaminérgicas, preferem a contemplação e um prazer mais sutil e palpável (talvez precisem de serotonina). É lógico que estou simplificando, mas esse é, em essência, o efeito da dopamina no cérebro.
‘Se sairmos do senso comum sobre a dopamina, podemos explicá-la por uma nova hipótese: como seres humanos, recebemos uma descarga de dopamina diante de surpresas promissoras e potencialmente recompensadoras. Por exemplo: a chegada de uma mensagem da pessoa amada (“O que haverá nela?”), um e-mail de um amigo que você não vê há anos ou, se você está à procura de um romance, conhecer alguém fascinante em uma mesa grudenta de bar (“O que vai acontecer?”)’.
Resumindo, nosso cérebro é programado para ansiar pelo inesperado e para olhar para o futuro, onde se abrem possibilidades emocionantes. Quem sabe sejamos mais dopaminérgicos em alguns períodos da vida do que em outros, e não de uma forma meramente binária.





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