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Orientação e Mobilidade

Você conhece ou já ouviu falar sobre Orientação e Mobilidade (OM)? Para a maioria das pessoas que enxergam, essas técnicas são desconhecidas; muitos nem sabem qual é a sua utilidade. Para a população cega ou com baixa visão (BV) – que soma 7,9 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Censo de 2022 –, essa especialidade é tão importante quanto aprender a usar um computador.

Muitos professores que trabalham com Educação Especial também não sabem como ensinar um aluno cego a usar a bengala longa. Assim, a OM é pouco conhecida pela população em geral, restrita a poucos profissionais da área e a um grande número de pessoas cegas que desejam aprendê-la.

O termo “Orientação e Mobilidade” começou a ser usado após 1950. Antes desse período, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, a OM era conhecida como “foot travel” (viagem a pé). Em 1960, o Boston College criou o primeiro curso universitário para instrutores de OM (conforme Eduardo Drezza, 20/21, Apostila de Orientação e Mobilidade). Pouca gente sabe, mas o profissional de OM é enquadrado no Código Brasileiro de Ocupações (CBO), na categoria 239225, subdivisão do educador de pessoas com deficiência visual. Ainda estamos muito longe, no entanto, do reconhecimento da profissão.

De qualquer forma, pensando apenas na qualidade dos atendimentos, é urgente a criação de um Projeto Pedagógico Nacional sobre OM – quem sabe, até, com outra denominação –, com novos conteúdos e objetivos por faixas etárias. Isso, mesmo sabendo que tais conteúdos já tenham sido apresentados há algum tempo em um curso para a formação de professores de OM em São Paulo (SP).

Se caminhar pelas grandes cidades do país, enxergando, já é difícil, imagine fazê-lo sem enxergar. Esse aprendizado não se limita a ensinar técnicas com a bengala – de proteção e reconhecimento do ambiente –, mas também a estimular nos alunos capacidades emocionais e de orientação espacial, que os levem ao destino planejado.

Inegavelmente, é uma profissão que precisa de reconhecimento e valorização.

out 7, 2025Carlos Mosquera
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Carlos Mosquera
7 de outubro de 2025 Saúde, Uncategorized
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