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Orientação e Mobilidade (OM)

Comecemos pelo básico: Pessoas cegas ou com baixa visão têm o direito fundamental à vida independente e à inclusão social — preceitos humanos essenciais. Para isso, o técnico em Orientação e Mobilidade (OM) torna-se indispensável, pois é o profissional responsável por organizar o treinamento que capacita essas pessoas a se deslocarem sem visão ou com visão reduzida.

Nesta postagem, farei alguns comentários sobre essa profissão, deixando de lado, por ora, as técnicas específicas do treinamento.

A profissão de OM no Brasil

Atualmente, o profissional de OM está registrado no Código Brasileiro de Ocupações (CBO). Esses especialistas atuam principalmente em:

  • Centros de Reabilitação para Deficientes Visuais (DV);
  • Escolas inclusivas.
  • Clínicas

Geralmente, são professores (como os de Educação Física) ou fisioterapeutas, devido à sua formação em movimento corporal — mas nada impede que um pedagogo ou outro profissional capacitado exerça a função.

Falta de Regulamentação e Sistematização

Não há normas claras sobre:

  • Quem pode atuar na área (formação mínima exigida?);
  • Conteúdos obrigatórios (como deveria ser estruturado o treinamento?).

Há menções a um curso de capacitação de 120 horas, mas sem diretrizes nacionais consistentes.

Problemas com a Nomenclatura

O próprio termo “Orientação e Mobilidade” (OM) gera confusão, e pior ainda é o uso ocasional de “Peripatologia” — que, pela etimologia (peri- + -patologia), erroneamente sugere uma relação com doença. Ora, pessoas cegas não estão doentes; apenas buscam aprender a usar a bengala longa e técnicas de mobilidade.

Sugestão: O termo “Treinamento Cinestésico” seria mais adequado, pois enfatiza a propriocepção (consciência corporal), essencial para locomover-se sem visão.

É urgente:

  1. Sistematizar protocolos (ex.: qual idade mínima para iniciar o treinamento? Quais pré-requisitos psicomotores?);
  2. Definir sequências pedagógicas (quais habilidades devem ser ensinadas primeiro?);
  3. Regulamentar a profissão (formação, certificação e atribuições).

Este é um tema complexo, digno de uma tese doutoral — e, acima de tudo, uma demanda por reconhecimento legal.

jul 24, 2025Carlos Mosquera
Ciclistas apostam em menos leveza e mais potência muscular no Tour de FranceEm algum lugar

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Carlos Mosquera
24 de julho de 2025 Saúde
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