Sim, Chelsea x PSG – no jogo de ontem do Mundial de Clubes, ao qual me refiro. Há inúmeros comentários sobre essa partida, desde os especialistas até os desocupados. Mas todos opinaram. A maioria apostou no PSG ou, como diz o ditado: “Cabras tossindo e espirrando, o tempo está mudando”. O futebol, como na vida, é imprevisível. Portanto, preste atenção nas “cabras”.
Esta final revelou pelo menos duas novas perspectivas no meio dos “boleiros”:
- Os jogadores deixaram de ser apenas “futebolistas” para se tornarem atletas completos. Essa mudança ficou clara ao vermos jogadores correrem por todo o campo com intensidade de corredor. Características como resistência e intensidade, essenciais em muitos esportes, agora são indispensáveis também no futebol.
- Os jogadores começam a entender a lógica do jogo. Em um mundo globalizado, estão assumindo o protagonismo do espetáculo. Ainda vai demorar para isso virar regra, mas já surgem “ilhas de competência”. Em diversas situações, os mais inteligentes aplicam seu conhecimento tático, dependendo menos do técnico para alterar o rumo da partida.
Sempre comparo essas novas perspectivas do futebol com esportes individuais – apenas como critério de discussão. Quando assistimos a dois tenistas em uma batalha de cinco horas, percebemos que não apenas a técnica importa, mas também a capacidade de se reinventar sob pressão.
E qual a lição para a vida? De “pronto”, me parece que nem sempre estamos preparados para mudar o “jogo”. Muitas vezes, faltam-nos “talentos” para perceber as oportunidades que a vida oferece ou para adaptar nossa estratégia. Assim mesmo, se o futebol está evoluindo, nós também podemos.





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