
1. Pausas, hesitações e imprecisões
Um dos sinais mais reconhecíveis do adoecimento é a dificuldade em lembrar palavras específicas, o que pode levar a pausas e hesitações frequentes e (ou) longas. Quando uma pessoa com Alzheimer demora a lembrar de uma palavra, ela pode recorrer a uma descrição vaga, como dizer “coisa”, ou falar em torno da palavra esquecida. Por exemplo, se a dificuldade for para lembrar a palavra cachorro, pode ser que ela diga algo como “as pessoas têm esses animais de estimação… eles latem… eu costumava ter um quando era criança”.
2. Usar palavras com significado errado
Quem está desenvolvendo a doença tenta substituir uma palavra que não consegue dizer por algo relacionado a ela. Usando o mesmo exemplo acima, em vez de “cachorro”, pode usar um animal da mesma categoria, como “gato”. Nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, no entanto, essas mudanças têm mais probabilidade de estar relacionadas a uma categoria mais ampla ou geral, como dizer “animal” em vez de “gato”.
3. Falar sobre uma tarefa em vez de fazê-la
Uma pessoa com Alzheimer pode ter dificuldade para concluir tarefas. Em vez de executá-las, ela pode falar sobre seus sentimentos em relação às atividades, expressar dúvidas ou mencionar habilidades passadas. E dizer: “Não tenho certeza se consigo fazer isso” ou “Eu costumava ser bom nisso”, em vez de falar diretamente sobre a tarefa.
4. Menor variedade de palavras
Um indicador mais sutil da doença de Alzheimer é a tendência de usar uma linguagem mais simples, confiando em palavras comuns. Pessoas com Alzheimer frequentemente repetem os mesmos verbos, substantivos e adjetivos em vez de usarem um vocabulário mais amplo. Elas também podem usar “o”, “e” ou “mas” com frequência para conectar frases.
5. Dificuldade em encontrar as palavras certas
A doença leva a dificuldade para pensar em palavras, objetos ou coisas que pertencem a um grupo. Isso, às vezes, é usado como um teste cognitivo para o diagnóstico. Por exemplo, aqueles com Alzheimer podem ter dificuldade para nomear coisas em uma categoria específica, como alimentos diferentes, partes diferentes do corpo ou palavras que começam com a mesma letra. Isso fica mais difícil à medida que a doença progride, tornando essas tarefas cada vez mais desafiadoras.
***Texto originalmente publicado em The Conversation
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