De forma bem-humorada e brincando com as palavras, Gregorio Duvivier, escritor, ator e humorista acerta a mão para mostrar como as palavras dão sentido em nossas vidas. A ideia começa com a produção e apresentação da peça O céu da língua, dirigida por Luciana Paes, que mistura poesia e muito humor, que já rodou o país. Perdi a peça, mas não o livro. São trechos breves, sobre várias palavras e nomes, que apresentam outro significado quando nos deparamos com a perspectiva apresentada por Duvivier. Aos pés da letra é o nome do livro.
“NOME: Por mais que os linguistas digam o contrário, os poetas sabem muito bem: as palavras e as coisas têm uma relação simbiótica. Mais do que isso: siamesa. Os apaixonados estão cansados de saber que amar alguém é amar um nome. Quem nunca escreveu um nome com o dedo indicador no boxe embaçado do banheiro nunca amou ninguém. ‘Se eu tivesse um bar ele teria seu nome/Se eu tivesse um barco ele teria o seu nome’, diz o Fabrício Corsaletti no grande poema de amor da minha geração – um poema de amor não pela pessoa, mas por seu nome, o que dá no mesmo. Afinal: Rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa”.





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