Fugindo das leituras técnicas, fui obrigado a revisitar (emprestado) “Lavoura Arcaica” de Raduan Nassar (Companhia das Letras). A primeira edição deste clássico é de 1975. Desde o lançamento o livro foi considerado um clássico. Como a primeira leitura foi marcada por imaturidades linguísticas, para não dizer outra coisa, hoje entendo porque o livro é um clássico. Um entrelaçamento entre o novelesco e o lírico. Uma linguagem inovadora para a época. Soube mais tarde que o autor escreveu mais um livro e se retirou para cuidar de um sítio. O legado foi gigante.

A Palavra que Resta de Stênio Gardel (Companhia das Letras), é o primeiro romance do autor. Indicar livros é tão cruel como indicar filmes, portanto, não indico apenas informo que o livro existe. Stênio é do Ceará e logo na sua estreia é aclamado pela crítica. Gardel nos remete ao sertão brasileiro, as tradições orais e ‘revirando seus interditos tão enraizados’. Como estive há pouco no nordeste, fui atraído pela simpatia das ‘almas deslocadas dessa realidade’, como escreve o autor. Pronto!





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