Assisti esta semana A mulher da fila. Não sou crítico de cinema; busco dramas que reflitam questões sociais com aproximações da realidade. O filme é argentino. Andrea (Natalia Oreiro) é uma mulher que tenta entender as razões e justificativas pela prisão do filho mais velho.
A interpretação de Natalia é, para mim, o ponto alto do filme. A trama expõe injustiças sociais e acompanha famílias que, no cárcere, lutam por informação e amparo. Medo, indignação e solidão atravessam esse drama, que também revela diferentes arranjos familiares unidos pela mesma causa.
Por ser baseado em uma história real, o filme mostra ainda o envolvimento de Andrea com um presidiário — não quero dar spoiler. Essa subtrama não interfere no enredo principal, mas oferece outro olhar sobre o amor.
O amor de Andrea pelo filho e por Alejo (o presidiário) se “cristaliza”, como escreve Stendhal em Do Amor (1822). Para o autor, o amor seria uma espécie de cristalização: a mente reveste o ser amado de perfeições imaginárias. Fazemos coisas por amor que parecem doença. Stendhal, apesar da sua desilusão amorosa, razão para descrever filosoficamente o amor, foi um precursor do feminismo.
Para quem não vai sambar, quem sabe um drama?





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