Dias atrás, assisti ao documentário sobre Agenor de Miranda Araújo Neto — Cazuza (falecido em 07/07/1990), intitulado Cazuza- Além da Música. Sem dúvida, uma explosão de energia; foi impactante saber mais sobre os últimos anos de vida do compositor. Como todo grande artista, Cazuza se “descobriu” no Barão Vermelho e, após o diagnóstico de AIDS, viveu intensamente para marcar definitivamente o potencial “exagerado” de sua personalidade, independentemente do uso de álcool. É um documentário que revela muito sobre nossa arte.
Neste final de semana, reuni-me com amigos — todos cegos — para comemorar o início do ano e comentei, à mesa de um bar, sobre o documentário do Cazuza. Antes mesmo de saber que Cazuza pedira que os amigos bebessem em seu velório, eu já havia anunciado, há tempos, o mesmo desejo. Comentei com meus amigos que gostaria de uma grande festa no meu velório e que, inclusive, o dinheiro para isso já está guardado. Em bom tom, e com vozes que soaram como um mantra, ouvi dos amigos: “Então, não demore para nos proporcionar a festa!”
Vida longa para todos nós!





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