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Poeminha de domingo

Ao Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo, 
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade  , “Obra poética”, Volumes 4-6. Lisboa: Publicações Europa-América, 1989.

jan 11, 2026Carlos Mosquera
Em algum lugarThe Committee of Sleep: How Artists, Scientists, and Athletes Use Dreams for Creative Problem Solving - and How You Can too.

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Carlos Mosquera
11 de janeiro de 2026 Uncategorized
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