O que é o amor? Difícil responder. Uma fita K7 (sim, anos 1990) com canções românticas pode ajudar a refletir sobre a pergunta, mas não necessariamente responder. O filme da Netflix Todas as Canções de Amor, do gênero romance, que assisti no último final de semana, também me fez pensar nessa questão.
Dois casais vivem no mesmo apartamento em épocas diferentes – com vinte anos de intervalo – e experimentam momentos íntimos e amorosos, cada um com suas idiossincrasias e dúvidas sobre o amor. A fita K7, gravada por Clarisse para o marido, Daniel (o primeiro casal a habitar o apartamento), mergulha os personagens em ondas de emoção e reflexão sobre seus relacionamentos. A fita, deixada no imóvel junto com um aparelho de som, serve de impulso para Ana, a segunda moradora, escrever um romance sobre Clarisse, a mulher por trás das gravações.
Se o filme começa ao som de “Eu Sei Que Vou Te Amar”, de Vinícius e Tom, também nos embalamos em “Sonhos”, de Caetano Veloso. O drama dos casais ganha profundidade com “Ne Me Quitte Pas” e “Você Não Soube Me Amar”, da Blitz. A música nunca abandona a narrativa, assim como o amor, ecoando em “Drão”, na voz de Gilberto Gil. É nesse momento que o filme parece se aproximar de uma possível resposta à pergunta inicial: O que é o amor?
E, como não poderia faltar, a história se encerra ao som de “I Will Survive” – porque, no fim, o amor também é sobre resistência.





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