Durante a leitura de um livro sobre filosofia, lembrei-me do filme Sociedade dos Poetas Mortos. Essa obra foi marcante em minha vida, tornando-se uma reflexão constante. Sua mensagem permanece atual, especialmente em um momento em que enfrentamos crises familiares, políticas, sociais e de perspectivas futuras.
No filme, um aluno, temendo enfrentar o pai, comete suicídio — um ponto crucial do enredo. Hoje, vivenciamos uma crise semelhante de desamparo, com muitos jovens recorrendo ao mesmo destino extremo. O jovem professor John Keating (Robin Williams), recém-chegado a uma escola tradicional — que preza por honra, disciplina e excelência —, utiliza métodos pouco convencionais para ensinar lições fundamentais na formação dos alunos. Ele insiste no Carpe Diem: “Aproveitem o dia, meninos. Façam suas vidas extraordinárias”.
Esquecemos desse ensinamento ou, talvez, nunca tenhamos aprendido na escola a viver vidas extraordinárias. Para muitos, esse conceito parece abstrato diante de uma realidade desesperançosa. “A maioria dos homens leva uma vida de tranquilo desespero. Não se deixem levar por isso. Reajam!”, alerta Keating. Mas como reagir se nem sabemos o que queremos? O filme explora justamente a busca pela felicidade, sempre pautada na autonomia e na liberdade. O professor ensinava: “A busca da felicidade envolve descobrir seu próprio ser e o que realmente o faz feliz, sem sabotar seus desejos”.
Ler o mundo com pensamento crítico é a base para enfrentar a vida, principalmente para quem busca o Carpe Diem — expressão latina que significa “aproveite o momento presente; aproveite a vida”, cunhada pelo poeta e filósofo romano Horácio. Uma lição mais atual do que nunca.





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