
Historicamente os “diferentes” sempre chamaram muita atenção, e não só isso, também foram inspiração para alguns filmes e literatura. A Síndrome do lobisomem (hipertricose), de Pedro González, conhecido como Petrus Gonsalvus, um nobre de Tenerife/Es, foi inspiração para a Francesa Jeanne-Marie Leprince de Beaumont escrever em 1756 um livro, que muitos anos depois resultou no filme a Bela e a Fera (quer saber mais? (Desperta sua curiosidade em National Geographic).
Gonsalvus foi morar na França, em 1547, aos dez anos, foi trabalhar na corte do rei Enrique II, que ficou tão impressionado com o “homem lobisomem”, que o considerou um tesouro da Europa. Com garantias e amizade do Rei, Petrus forma-se em humanas e latim, o suficiente para ser reconhecido por outros valores. Encanta-se e casa-se com Catherine, uma dama de companhia da rainha (suspeita-se que a rainha estimulou o matrimônio). A rainha era Catalina de Médici, que queria comprovar que a condição médica de Petrus Gonsalvus era hereditária. Quer saber o final da história?
Do casamento, nasceram seis filhos; Madeleine, François, Enrique, Antonieta, Horacio e Ercole. Três destes, desenvolveram a síndrome genética do pai, o mesmo aconteceu com os netos.
Inspiração ou não para A Bela e a Fera, não importa, mas sim, um caso histórico que apesar das evidências, sugere que os “diferentes” foram usados historicamente para apontar a soberania dos “normais.” O amor da Bela era ficção.
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