
Foi um momento/ O em que pousaste/Sobre o meu braço/ Num movimento/ Mais de cansaço/ Que pensamento/ A tua mão/ E a retiraste/ Senti ou não?
Não sei. Mas lembro/E sinto ainda/Qualquer memória/Fixa e corpórea/ Onde pousaste/ A mão que teve/ Qualquer sentido/Incompreendido/Mas tão de leve,
Como se tu/ sem o querer/ Em mim tocasses/Para dizer/Qualquer mistério/Súbito e etéreo/Que nem soubesses/Que tinha ser.
Fernando Pessoa
Obs: leia a poesia como uma experiência de um toque
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